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Startupi Innovation Day by VISA reúne empreendedores e grandes empresas para falar sobre Open Innovation

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Startupi Innovation Day

* Por Fernanda Santos e Marystela Barbosa

É nítido o crescimento do movimentos das grandes empresas pensando cada vez mais em inovação aberta, que é uma forma mais distribuída, participativa e mais descentralizada de se fazer inovação. Isso traz diversas vantagens para uma empresa que vão desde redução de custos, diminuição do tempo de desenvolvimento, flexibilidade para implantar novos projetos, até em criação de novos produtos ou novos modelos de negócios.

De acordo com Geraldo Santos, diretor do Startupi, “para o sucesso de qualquer ação ligada a inovação aberta, uma parte fundamental é, além de conhecer o ecossistema de startups e se conectar com iniciativas já existentes, é importante se capacitar e educar os colaboradores de diferentes áreas de negócios em grandes empresas para esse novo momento de transformação no mercado”. Este é um dos objetivos do Startupi Innovation Day, uma nova forma de imersão em Open Innovation, que leva informação de qualidade para dentro das empresas, seja em forma de palestras, painéis de debates, workshops, pitches ou dinâmicas como Hackathons.

Na última semana foi a vez da VISA receber o evento, comemorando dois anos do lançamento do VISA São Paulo Innovation Studio, espaço criado com a proposta de trabalhar em conjunto com importantes players do mercado brasileiro para cocriar o futuro das soluções de pagamento, aproximar a empresa dos clientes e expor os ativos da companhia.

O encontro reuniu startups, investidores e executivos de grandes empresas para discutir como as corporações estão se transformando utilizando inovação aberta; como as startups estão impulsionando os negócios nos principais segmentos de mercado e atraindo atenção de investidores nacionais e internacionais e quais os caminhos para alcançar o patamar desejado em Open Innovation.

Segundo Geraldo Santos, é muito importante criar cultura e mindset sobre inovação aberta, “é fundamental entender e conhecer as iniciativas de Open Innovation com cases, desafios e oportunidades, criar engajamento interno e gerar motivação e voluntários para criação de programas internos. Esses são alguns dos benefícios gerados pelo Innovation Day, que além de gerar uma imersão no tema, atualiza os participantes sobre o mercado,  investimentos, inovação e tecnologia, além de permitir muito networking e gerar oportunidades de ideias e novas iniciativas”.

Você está pronto para criar e entregar seu próximo produto disruptivo, experiência do cliente e novos modelos de negócio?

Geraldo afirma que a Inovação Aberta é um caminho sem volta e as grandes empresas e os empreendedores precisam se capacitar para trabalharem em conjunto. Todos os setores estão passando por uma transformação – vide o exemplo da Netflix, Tesla e Airbnb -, por isso é preciso pensar quais são os próximos passos da inovação e no que as pessoas vão usar/consumir. “É preciso enxergar além, por exemplo, dentro de um carro, que tipos de inovações são possíveis? É possível que, ao colocar as mãos no volante, o carro te mostre um check-up da sua saúde com batimentos cardíacos e outras informações. Também é possível que o carro te lembre do aniversário da sua mãe e te indique possíveis lugares onde você possa comprar um presente para ela sem que você precise digitar ou pesquisar algo. Quando a gente fala sobre esse tipo de inovação, não estamos falando apenas da indústria automobilística, mas do varejo, do setor da saúde e diversos outros que podem ser impactados por uma inovação desta em um carro. Coisas desse tipo já são realidade e as empresas precisam se movimentar para acompanhar toda essa transformação”, afirma.

Investimentos no Ecossistema de Startups: Desafios e Oportunidades para empreendedores, anjos e VCs

Marco Poli, sócio-fundador do Closed Gap Ventures, deu uma verdadeira aula para os participantes do evento sobre investimentos. Segundo ele, 99,5% das startups não estão interessadas em competir com as grandes empresas, na verdade elas querem fazer negócios com as companhias.

“Na maior parte dos casos, as startups não querem competir com as grandes empresas, e sim cooperar, complementar a pesquisa fundamental e aplicada com o desenvolvimento que elas produzem”. Segundo ele, não há fórmulas mágicas. “Em um bom programa de Inovação Aberta de uma grande empresa, ela vai escolher cerca de 6 formas de interagir com startups e vai descobrir as melhores ao longo do tempo, com tentativa e erro. Não existe bala de prata, são diversas formas de interação que, juntas, podem gerar valor para a corporação e a startup”.

Entre as formas de interagir com as startups estão: Criar um braço financeiro para atuar com Corporate Venture, programas de aceleração interno e  externo, Hackathons, lançar desafios, Demo Day, Pitch Day, pré-aceleração, entre outros. “Um dos grandes desafios das grandes empresas ao trabalhar com inovação é entender que o retorno virá a longo prazo. Não é possível fazer uma inovação que traga receita, melhore o produto e ofereça melhorias para os clientes em apenas 12 meses, isso é quase impossível”, destaca o Investidor.

No vídeo abaixo, Marco Poli fala mais sobre a sua participação no evento.

Indústrias tradicionais investindo em inovação

O evento também contou com um painel que debateu a implantação dos processos de Inovação Aberta dentro de grandes corporações e como é possível mudar o mindset de toda uma indústria para que a aproximação com startups e o ecossistema empreendedor seja benéfica para todos os envolvidos nesta cadeia.

Alexandre Mosquim, líder de inovação aberta na Votorantim Cimentos, diz que há cerca de dois anos a companhia está trabalhando com este modelo internamente. “Nosso jeito de atuar com as startups é exatamente o de cocriação, para desenvolvermos soluções juntos”, diz. Atualmente, a empresa está em seu segundo ciclo de programa com startups. No primeiro deles, 7 startups participaram, 1 foi contratada e 2 estão em fase de finalização do piloto para validação da solução. O programa também não fica com participação acionária nas empresas, de acordo com Mosquim.

Erico Fileno, Diretor de Inovação  da Visa e anfitrião do evento, também participou do debate. Ele conta que está no cargo de diretor de inovação da companhia no Brasil há 2 anos e 6 meses, e que entrou com o intuito de começar a trabalhar o movimento de Open Innovation dentro da Visa. “Esta é minha primeira experiência dentro do mundo corporativo, justamente com o desafio de trabalhar inovação dentro de uma empresa que surgiu, exatamente, de uma grande inovação. Se parar para pensar, a Visa foi a primeira fintech do mundo, e está completando 60 anos”, explica Erico.

Startupi Innovation Day

Erico diz que a Visa está evoluindo a forma como faz negócios, desenvolve seus processos, cria seus produtos e se relaciona com parceiros. “O que trouxe a Visa até o dia de hoje não é o que vai levar a Visa daqui pra frente, nós temos que hackear o sistema. O que a gente vem modificando aqui é sair do modelo ‘made by Visa’, onde desenvolvíamos soluções e saíamos empurrando goela abaixo do mercado, e estamos agora no ‘enable by Visa’, quando identificamos junto com os clientes os problemas e desenvolvemos juntos as soluções”, completa.

Para ele, foi importante começar a desenvolver esta inovação, porque a ideia era, desde o início, conectar todo o ecossistema em volta de um único objetivo. “No início, precisávamos atrair rapidamente a atenção das startups para mostrar que somos uma nova empresa. Por isso, desenvolvemos desde Hackathons internos, para modificar o pensamento do pessoal, até movimentos externos, que é nosso programa de aceleração”. Do ano passado até agora, cerca de 50 startups passaram pelo programa, todas também com equity free.

Hoje, muitas das coisas que estão sendo criadas na Visa brasileira está sendo levada para a companhia em outros países. “Em Tel Aviv já vão fazer o programa de aceleração no mesmo formato que o nosso, e em Londres se discute fazer no mesmo formato que nós, porque o nosso programa é mais ‘friendly’ do que o modelo da Califórnia, que é uma competição. O ecossistema americano está preparado para um modelo de competição, aqui, nós temos o objetivo de fortalecer todo o ecossistema primeiro”, diz.

José Scodiero, sócio da Baita Aceleradora, compartilhou com os participantes do Innovation Day os seus aprendizados em décadas de empreendedorismo e também como executivo de grandes multinacionais no Brasil e na América Latina. Executivo e empreendedor experiente no mercado nacional, Scodiero foi o terceiro funcionário da Apple no Brasil. “Quando eu consegui US$1 milhão pelo BNDES para financiar minha startup, lá atrás, o Fernando Collor, Presidente da república na época, levou tudo embora”, diz, referindo-se ao Plano Collor.

Ele seguiu uma carreira executiva, presidindo no Brasil grandes corporações multinacionais de tecnologia. “Há 10 anos, decidi voltar à minha vida de empreendedor. Em 2009 eu me demiti da companhia onde trabalhava e comecei uma iniciativa de assessorar empresas multinacionais, depois me tornei investidor-anjo. Depois, com mais 5 veteranos, fundei a Baita Aceleradora, uma das 12 aceleradoras do Start-Up Brasil”, conta José.

Este ano, Scodiero participou do Conexão Startup-Indústria, programa realizado pela ABDI ( Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ligada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, para fomentar a aproximação entre startups e indústria. Foram selecionadas 10 empresas early adopters para esse programa: 3M, BRF, Caterpillar, Dow, Embraco, Embraer, Ericsson, Libbs, Natura e Votorantim Cimentos. Todas elas realizaram POCs (provas de conceito) com startups selecionadas para o programa, ajudando a gerar valor para estas empresas e facilitando os processos de inovação dentro das grandes corporações. Clique aqui e confira os resultados.

Startups aceleradas

Ao fim do evento, duas startups que passaram pela aceleração da Visa apresentaram ao público suas soluções e falaram um pouco sobre suas experiências e aprendizados durante o programa. A Virtus Pay e Cloud Walk são inclusive, as finalistas desta etapa do Visa’s Everywhere Initiative da América Latina e Caribe, e participarão da final mundial em Miami.

Gustavo de Oliveira, CEO da Virtus, explica que a startup “nasceu com um propósito de trazer uma solução que propiciasse a milhões de brasileiros que não conseguem crédito uma forma acessível e justa para tê-lo, até mesmo para fazer compras parceladas na internet”, diz. Ele explica que a startup utiliza limites que estão disponíveis em cartões de crédito no país e disponibilizam para quem precisa de crédito na outra ponta.

“São R$350 bilhões de limite que existem em crédito hoje e que não são utilizados todos os meses. O cartão de crédito foi desenhado para quem tem menor risco de crédito, e muitas dessas pessoas nem precisam realmente desse crédito, então ele fica parado. Só no Brasil, são 9 milhões de plásticos emitidos em categorias ‘premium’. Na outra ponta, são 104 milhões de brasileiros com acesso restrito a crédito, seja com o crédito muito baixo ou sequer com acesso a ele”, completa.

Confira aqui como foi para Gustavo participar do programa de aceleração da Visa:

Luis Silva fundador da Cloud Walk, também explicou como funciona sua solução. “Somos uma processadora de pagamentos da próxima geração”, diz. Segundo ele, um dos maiores problemas da indústria de adquirentes hoje é a dificuldade em montar um subadquirente ou uma fintech, o que ele afirma ser arriscado e leva bastante tempo. “Levam de 7 a 8 meses para colocar um subadquirente para rodar”, diz.

“Em 2013 eu comecei a olhar esse problema, eu e meus sócios resolvemos montar uma processadora de pagamento, de ponta a ponta, desde a captura até a autorização da transação, e resolver esse problema para os nossos clientes. Já processamos mais de US$1 bilhão, além de dezenas de bilhões de dólares de valor agregado, cashback, recarga de celular etc.”

Pedro Terra, COO da empresa, diz que “o momento de fazer essa aceleração com a Visa foi como sair do nosso universo e ter uma visão um pouco mais holística. Nos reposicionamos no mercado e fomos mais estratégicos, aprendemos mais sobre o mercado e aprendemos com os executivos da Visa. Isso foi muito enriquecedor para todo mundo que participou, e conseguimos fazer com que a empresa toda parasse e analisasse coisas mais do ‘core’ da empresa, e não apenas presos no turbilhão do dia a dia. Foi uma lição sem preço. Estamos muito felizes com essa parceria. Nossa relação ainda não terminou”, completa o cofundador.

No vídeo abaixo, Erico Fileno, Diretor de Inovação  da VISA, fala sobre a importância da troca de informação entre agentes do ecossistema e outras grandes empresas.

Mais de 1700 profissionais já passaram pelo VISA São Paulo Innovation Studio em seus 2 anos de operação, dentre emissores, credenciadores, estabelecimentos comerciais e startups. Apenas nos últimos 12 meses, o número de sessões de cocriação aumentou em 60% em comparação ao primeiro ano de atividades.

Dentre os projetos já lançados estão soluções desenvolvidas com os grandes bancos e estabelecimentos comerciais brasileiros, como o aplicativo Suplicy Cafés. O app permite aos clientes do estabelecimento realizar o pedido e o pagamento com antecedência dentro do próprio app e passar na loja apenas para retirar sua encomenda. As equipes do Suplicy Cafés e da Visa realizaram uma sessão de cocriação e, depois de dias de trabalho em conjunto, chegaram à solução. A ideia era usar a tecnologia para facilitar o pagamento, agilizar as compras e diminuir as filas nos horários de pico de atendimento, melhorando a experiência do usuário e resolvendo os principais problemas do consumidor.

Um outro exemplo foi o Bradesco Aeternum, cartão com benefícios focados no público de altíssima renda. Os times do Bradesco e da Visa se reuniram em sessões de cocriação para entender melhor quais benefícios atenderiam os desejos e as necessidades desse público e, com base nisso, foi criado todo o pacote de vantagens do cartão.

O Bradesco Aeternum possui tecnologia de pagamento por aproximação e é o primeiro cartão no País feito de metal, sendo ofertado apenas por convite a um seleto grupo de clientes do banco.

Mais números dos 2 anos do Visa São Paulo Innovation Studio:

+1730 profissionais;
+143 eventos realizados;
62 Briefing Sessions;
55 Discovery Sessions (atividade para discutir as dores dos clientes e parceiros, problemas e oportunidades);
28 Sessões de cocriação (sessão colaborativa para desenvolver uma nova solução, que tem início com a ideação e finaliza com o protótipo),
26 Protótipos funcionais.

Quer levar o Startupi Innovation Day para sua empresa, universidade ou cidade?

Entre em contato pelo email education@startupi.com.br citando no título InnovationDAY e envie seus dados. A equipe entrará em contato para criar um InnovationDay adequado às suas necessidades.

O Startupi Innovation Day pode ter duração de 4 a 40 horas, de acordo com a necessidade e o público-alvo. Ele pode ser aberto para convidados externos ou destinado exclusivamente para colaboradores internos (heads e líderes de áreas de negócios, times de inovação, tecnologia, vendas, marketing, etc). Módulos específicos foram criados especialmente para a Diretoria, Board ou Conselho das empresas, neste caso 100% customizado às necessidades de cada segmento.

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