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É a vez das startups brasileiras entrarem no ecossistema alemão

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Internacionalização é um dos grandes desafios da maioria das startups brasileiras. E, pensando nisso, o ecossistema europeu de startups é um dos maiores e mais crescentes do mundo. Um dos destaques deste continente tão propício à inovação é Berlim. A cidade é uma das mais atrativas do continente para investimentos e vem se esforçando para se tornar o principal ecossistema de startups de toda a Europa. Hoje é o 2º. melhor ecossistema europeu, atrás apenas de Londres, segundo o relatório “Startup Ecosystem Report 2017”, do Startup Genome.

Por que as startups brasileiras devem se interessar?

Atualmente, a cidade tem entre 1.800 e 2.400 startups tecnológicas ativas, sendo, depois do Vale do Silício, a cidade com o maior número de startups estrangeiras. Por isso, é considerado um dos mais inclusivos e diversificados ecossistemas do mundo, em grande parte devido à sua capacidade de atrair talentos internacionais, com custo de vida relativamente acessível e ambiente amigável para imigrantes. Por lá, há mais de 600 investidores instalados e, em média, 20% do venture capital que circula em todo o país passa por companhias de alta tecnologia.

É possível identificar na Alemanha uma quantidade significativa de iniciativas de outros países interessados em incrementar o fluxo bilateral de tecnologia e inovação por meio do intercâmbio de startups. “Apesar do grande assédio, visitamos diversas instituições, empresas com programas de inovação aberta, investidores, aceleradoras, incubadoras e outros atores relevantes do ecossistema e todos mostraram interesse em conhecer as startups brasileiras”, explica Camila Takayanagi, Analista de negócios internacionais da coordenação de internacionalização da Apex-Brasil.

“Por outro lado, mesmo com todo o interesse, ainda existe um grande desconhecimento da oferta brasileira. O que temos de concreto é que startups brasileiras que tiveram a oportunidade de acessar o ecossistema de inovação alemão tiveram resultados positivos”, diz.

Apoio para Internacionalização

Para auxiliar as startups brasileiras que queiram conhecer melhor este ecossistema e fazer negócios com o mercado alemão, abrindo portas para toda a Europa, o StartOut Brasil, programa do governo brasileiro que apoia a inserção de startups nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, está com inscrições abertas para empresas que queiram participar do ciclo de imersão na Alemanha.

De acordo com Camila, o objetivo da missão a Berlim, a segunda no âmbito do projeto, é promover a internacionalização de 15 startups com maturidade suficiente para se adaptar ao ecossistema de inovação alemão por meio da geração de negócios, atração de investimento, aceleração ou incubação em parques tecnológicos, parcerias tecnológicas e abertura de operações no exterior.

Os benefícios recebidos pelas empresas selecionadas para participar podem ser divididos em três etapas. Antes, os empreendedores selecionados para a missão receberão dos técnicos da Apex-Brasil e dos demais parceiros do projeto (MRE, MDIC, Sebrae e Anprotec) consultoria de negócios, mentoria, treinamento de pitch internacional, workshop de preparação para a missão.

“Durante a estadia em Berlim, vamos organizar uma agenda voltada à prospecção de clientes e investidores, conexão com ambientes de inovação, visitas a aceleradoras, incubadoras e empresas locais, além de realizar um seminário de oportunidades, rodada de reuniões com prestadores de serviços e encontros organizados por matchmaker. Em uma terceira etapa, para aquelas que efetivamente decidirem por se internacionalizar, Apex-Brasil, Anprotec e mesmo as embaixadas brasileiras no exterior darão apoio técnico na definição da melhor estratégia e suporte para o softlanding no mercado”, diz.

Quais startups a Alemanha busca

A Alemanha tem grandes oportunidades para as startups que trabalhem com Internet das Coisas, Blockchain, Cybersecurity, Automação e Inteligência Artificial, Sustentabilidade, Industria 4.0 e outros segmentos principalmente dedicados a B2B, com base em engenharia e tecnologia.

O programa busca startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando, preferencialmente acima dos R$ 500 mil anuais, ou que tenham recebido algum tipo de investimento. Também é importante que as empresas tenham uma equipe 100% dedicada ao negócio, técnicos com fluência em inglês (a fluência em alemão é desejável, mas não essencial) e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no país.

“Todas essas informações serão fornecidas durante a inscrição, quando os empreendedores deverão preencher um formulário informando ainda sobre o modelo de negócio e os objetivos que pretendem alcançar com a expansão internacional”, explica Camila.

Durante a missão, as startups participantes se relacionarão com instituições envolvidas com o ecossistema, aceleradoras, parques tecnológicos, investidores, empresas com programas de inovação aberta, especialistas e provedores de serviços para startups, empreendedores de todos os lugares do mundo, além da possibilidade de fazer seu pitch em diversos eventos.

As inscrições vão até o dia 19 de fevereiro, segunda-feira, e devem ser feitas pelo site. A missão será realizada entre os dias 13 e 18 de maio.

Quer saber mais sobre o lançamento do programa StarOut Brasil? Acesse aqui.

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