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Durante o GMIC, investidores selecionaram edtech para concorrer a US$250 mil no Vale do Silício

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GMIC

Aconteceu hoje em São Paulo, no WTC, a segunda edição brasileira do GMIC, evento que reúne as maiores empresas da indústria mobile no mundo para discutir sobre tendências, oportunidades e tecnologias que revolucionarão o cotidiano das pessoas para os próximos anos.

O encontro é promovido pelo gigante clube de negócios chinês GWC, que inclui grandes empresas de tecnologia, como Tencent, Xiaomi e Alibaba. Além de São Paulo, outras sete cidades do mundo sediam o evento: Pequim, Bangalore, São Francisco, Tóquio, Nova Iorque Jacarta e Taipei.

Dentro do evento acontece o G-Startup, competição global que visa encontrar e premiar as startups mais promissoras do mercado dentro de vários segmentos e esse ano, o Startupi foi o veículo de mídia oficial da ação. A premiação acontece na China desde 2008 e pelo palco do G-Startup já se apresentaram empresas como a Didi Chuxing e na última edição, a brasileira Easy Carros ficou em primeiro lugar na competição no Brasil e em segundo lugar na grande final no Vale do Silício.

Este ano, com mais de 300 inscrições em todo o mundo, as startups finalistas foram avaliadas pelo júri formado por renomados investidores que elegeram o grande vencedor que recebeu uma viagem para o Vale do Silício para competir na etapa global do G-Startup pelos US$250 mil. Além disso, a startup vencedora recebeu também US$5 mil de créditos no FbStart, programa global do Facebook que oferece ferramentas e serviços para que empreendedores e desenvolvedores possam impulsionar seus negócios.

Conheça abaixo as startups selecionadas que apresentaram um pitch de quatro minutos para os investidores:

Clean Cloud – Auxilia na visualização, monitoramento e otimização de estruturas de computação em nuvem.

Fitbank – Entrega serviços financeiros executados em lote, transparentes ao módulo financeiro das empresas. Tudo de forma totalmente conciliada sem CNAB, numa API modular aberta com serviços compartilhados de recorrência, emissão de NF, notificação/cobrança via e-mail ou SMS customízáve, split, etc.

Fly Flapper – Aplicativo para clientes encontrarem lugares disponíveis (ou oferecerem assentos) em voos privados.

FullFaceSolução de reconhecimento facial precisa, customizável e acessível para todos os tipos de negócio.

GluucoGear – Aplicativo para auxilio no controle glicêmico. Conta com registro diário de glicemia, cálculo de doses de insulina, contagem de carboidratos e atividades físicas.

GoBots – Devenvolve chatbots personalizados para empresas.

inCast – Conecta profissionais criativos e influenciadores com trabalho.

Papumba – Desenvolve jogos educativos divertidos para crianças menores de 5 anos.

TelaVita – Plataforma na área de atendimento psicológico online, onde você pode consultar um psicólogo de qualquer lugar e no horário de sua preferência.

Com pitches afiados e respondendo os questionamentos dos investidores sem titubear, as startups mostraram grande maturidade e conhecimento de mercado. Grande parte das startups já estão em um nível avançado, receberam investimentos anteriores e já estão ou começarão a atender clientes fora do Brasil em breve.

Antes do anúncio do vencedor, a banca avaliadora formada por Fernando Spnola, General Partner da Base Partners, Eric Acher, Co-founder and Managing Partner da Monashees, Rodrigo Borges, Managing Director & Co-founder da DOMO Invest, Nicolas Berman, Partner da Kaszek Ventures, Patrick Arippol, Managing Director da DGF Investimentos e Manoel Lemos, Managing Director, Redpoint eVentures destacaram alguns pontos importantes que são levados em consideração na hora de investir em uma startup.

Tração, Inovação de Produtos e Indústria estão presentes, mas sem dúvida nenhuma, todos investidores destacaram o time como chave fundamental para qualquer startup. Segundo eles, o time precisa ser complementar e possuir características como persistência, agilidade e execução rápida. Outro ponto destacado foi a importância da startup resolver um problema real e que seja uma dor que atinja o maior número de pessoas possíveis. “Todo problema relacionado com educação, logística, mobilidade ou fintech, é uma oportunidade, ou seja, aqui no Brasil estamos no paraíso”, comenta Eric Acher.

Possibilidade de internacionalizar a solução também foi um tópico levantado e que tem tudo a ver com a competição já que o primeiro colocado irá se apresentar no Vale do Silício e concorrer a um investimento com startups de outros lugares do mundo. E levando todos esses pontos em consideração, parece que foi uma difícil decisão entre os jurados, o que ocasionou em um empate na competição e por isso, as startups Fitbank, TelaVita e Papumba tiveram mais um minuto para convencerem os jurados de que mereciam ganhar a competição.

No final tivemos a Papumba em primeiro lugar seguida da TelaVita em segundo e Fitbank em terceiro. Marlon Luft, organizador do GMIC, destacou a importância de um evento como o G-Startup, parabenizou todas as startups participantes e relembrou que no último ano o Brasil foi muito bem representado pela Easy Carros no Vale no Silício. “Nós sabemos da importância do evento e de estar no Vale do Silício, espero que essa oportunidade traga bons frutos e seja de bom proveito”, comentou Marlon parabenizando o time da Papumba.

Em entrevista ao Startupi, Gonzalo Rodriguez, CEO e Cofundador da startup vencedora, contou que decidiu participar da competição pois percebeu que eles estavam em busca de startups de alto potencial e como a missão da Papumba é transformar  o jeito como as crianças aprendem achou que seria um bom match. Fundada em 2013, a startup se concentra no desenvolvimento de habilidades cognitivas pré-escolares através de aplicativos móveis.

Ele acredita que sua abordagem durante o pitch e a tração do seu negócio junto com o mercado com alto potencial foi o seu grande diferencial para ganhar a competição. “É algo novo e muitas famílias estão buscando por soluções desse tipo”. Em relação a viagem para o Vale do Silício, Gonzalo se mostrou super animado “Já visitei o Vale do Silício, mas nunca para participar de uma competição. Já vou começar a treinar meu pitch pois sei que a banca avaliadora da competição é formada por um time de investidores de peso. Sabemos que isso trará grande visibilidade para o nosso negócio e queremos chegar ao menos, na posição de Fernando Saddi, no segundo lugar”, finaliza o empreendedor.

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